No funeral do meu pai, meu irmão deu um sorriso irônico e disse em voz alta: “Ele não deixou nada para ela. Ela não significava nada para ele.” Os parentes assentiram, cochichando. O advogado permaneceu em silêncio, e a vergonha me consumiu. Então, uma enfermeira saiu da multidão, segurando um envelope lacrado. “Ele me disse para entregar isso a ela”, disse, apontando diretamente para mim. “E somente a ela.” Um murmúrio de espanto percorreu a sala. O sorriso do meu irmão desapareceu. Abri o envelope com as mãos trêmulas — e no instante em que vi o que havia dentro, toda a sala ficou em silêncio absoluto.
Ava Mercer estava sentada na primeira fila da pequena capela funerária em Portland, Oregon, com as mãos tão apertadas que os nós dos dedos ficaram […]